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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Falando a sua língua

No Mac OS clássico, os power users torciam o nariz para as versões localizadas do sistema. Não era para menos. O System7.5 em português, por exemplo, era cheio de bugs e incompatibilidades com alguns programas. Um dos aplicativos mais enjoados era o QuarkXPress. Para rodá-lo no System 7.5 em português, era necessário instalar um painel de controle chamado Internacional, do System 7.0.1 em espanhol, e ajustar os formatos de “fecha” (data), hora e número para U.S.

Na era do OS X, tudo mudou. Baseado em Unix, o sistema herdado da NeXT é modular, organizado em camadas: embaixo o núcleo, constituído de kernel e utilidades de sistema, depois APIs e serviços dos aplicativos e por cima de tudo a interface gráfica com o usuário. Nessa estrutura, o idioma também é mais um módulo, que pode ser alterado a qualquer momento. Usar o Mac OS X em português passou a ser uma opção para usuários “sérios”. Basta abrir o painel de preferências Internacional (ou Idioma e Texto, no OS X 10.6 Snow Leopard) e colocar a língua desejada no topo da lista. Além do Finder, que precisa ser reiniciado para validar a alteração, os aplicativos que forem abertos obedecerão à ordem de preferência definida pelo usuário, conforme a disponibilidade do idioma escolhido.


E se o idioma desejado não estiver disponível? Nesse caso, o usuário mais corajoso pode localizar o programa “na unha”. É preciso control-clicar (ou clicar com o botão direito, ou ainda com os dois dedos) sobre o ícone do aplicativo para abrir o menu contextual e selecionar a opção “Mostrar conteúdo do pacote” (“Show package contents”).



Vai abrir uma pasta chamada “Contents”. Dentro dela, abra a pasta “Resources”. Lá você deverá encontrar pastas com a extensão “.lproj” (“English.lproj”, “Japanese.lproj” etc.). Em cada uma delas, há um arquivo chamado “localizable.strings” (e, eventualmente, outros arquivos com a extensão “.strings”). A partir dele(s) você poderá fazer a tradução do programa.

Você pode duplicar uma dessas pastas “.lproj”, renomeá-la para “Portuguese.lproj”, abrir o arquivo “localizable.strings” no Editor de Texto e traduzir para o português a segunda frase entre aspas de cada linha. Depois de concluído o trabalho, é só salvar as alterações.

Há também aplicativos de terceiros que facilitam esse trabalho. Um deles é o iLocalize, da Arizona Software, que auxilia os desenvolvedores a localizarem seus programas.

Se você quiser tentar, boa sorte! Depois, conte sua experiência.

sábado, 30 de outubro de 2010

A sua cara

A possibilidade de personalização do sistema sempre foi um dos trunfos do Mac OS, desde a época do sistema clássico. Hoje em dia, Linux e Windows também podem ter a interface customizada, mas no Mac as mudanças parecem mais fáceis.

Nessa área, um software muito útil é o FruitMenu, da Unsanity. Ele devolve uma funcionalidade muito bacana que existia até o Mac OS 9.2: o Menu Apple customizável pelo usuário e que, desde o System 7.5, tinha submenus hierárquicos. Naquela época, havia uma limitação de até 10 níveis. Com o FruitMenu, esse recurso é ilimitado.

Colocando um atalho do ícone do seu HD na pasta dos itens do FruitMenu, você pode navegar virtualmente por todo o conteúdo das pastas do disco, sem necessidade de ficar clicando para abrir janelas ou colunas. No Mac OS X, é possível fazer o mesmo arrastando o ícone do HD ou de uma pasta para o lado direito do Dock, escolhendo a opção de visualização por lista. Mas, para quem é usuário das antigas, o lugar “natural” para isso é o Menu Apple.

O FruitMenu custa apenas US$ 15. Mas, mesmo se custasse o dobro ou o triplo, valeria cada centavo investido nele. O FruitMenu ainda coloca submenus nas Preferências do Sistema e menus contextuais adicionais.

O programa ainda não tem versão em oficial em português, mas você pode traduzi-lo “na unha”. No próximo post explicarei como se faz para localizar um aplicativo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O leão vai rugir





Nem Ocelot (jaguatirica), nem Cat (gato): o felino que vai dar codinome ao Mac OS X 10.7 é o Lion (leão). O recado foi dado no convite para o evento do último dia 21, quando o CEO da Apple, Steve Jobs, apresentou a prévia da nova versão do sistema operacional dos Macs.



Com lançamento previsto para o verão do ano que vem no Hemisfério Norte, o OS X 10.7 Lion vai incorporar recursos consagrados no iOS, o sistema operacional do iPhone, do iPod Touch e do iPad.



E você? Quais as características que você gostaria de encontrar no novo Mac OS X?

Confesso que sou saudosista e sonho em ver de volta recursos perdidos da época do Mac OS clássico, que a Apple abandonou no meio do caminho, como o menu Apple customizável e hierárquico (do System 7.5), o cursor que virava lupa para navegação dentro das pastas (do Mac OS 8), as janelas que viravam abas quando arrastadas até a parte inferior da tela e o simpático ícone do Mac feliz na hora do boot. Existem softwares de terceiros que trazem de volta alguns desses recursos ao Mac. Mas é pouco provável que a Apple se lembre de reincorporá-los ao OS. Pena.